O evento que começou na terça-feira, 15, terminou nesta sexta-feira 18 de julho de 2025. Um evento exclusivamente voltado para fabricantes, distribuidores, varejistas, imprensa e influenciadores do setor pesqueiro do mundo inteiro; que estimula a realização de grandes negócios globais no ramo da pesca esportiva.
Marllon Babolim, atual gerente do Segmento Náutico do governo do Paraná, é apresentador do Programa Gigantes da Pesca e praticante da pesca esportiva. Segundo Marllon “participar da Feira foi importante e retorno com novidades para contribuir com o crescimento do mercado brasileiro”. “Estou retornando com muitas novidades para o setor náutico do Estado, tanto para as regiões de água doce, (rio Paraná e seus afluentes), como para a Costa do Atlântico no Estado”.
Marllon Babolim participou do lançamento de mais de 950 marcas e cerca de 635 expositore e esteve representando o governo do estado, a fim de buscar conhecimento para setor e trazer novidades que estão acontecendo no mundo náutico e na pesca esportiva: “Esse ano o ICAST foi palco de estreias mundiais e lançamentos de produtos que vão desde varas, carretilhas e iscas, a eletrônicos, acessórios náuticos e vestuários e nós estávamos lá presenciando tudo isso”.
No local, havia espaço para testes práticos, onde os visitantes podiam testar equipamentos em áreas interativas como: Lure Tank (tanque de iscas), ICASTing Pond, FlyCASTing Pond e até no “On The Water Demo Day” – com demonstrações reais em água.
Ainda durante o evento houve competições com premiações para inovações, como a competição “New Product Showcase” e o prêmio “Best of Show” que destacaram os produtos mais inovadores: um grande magneto para imprensa e compradores globais.
Uma Feira intensa, mas com ambiente favorecido por eventos paralelos com coquetéis, happy hours, sessões de treinamento, debates, como o “State of the Industry Breakfast”, e o “Party for a Purpose” – que mistura networking e apoio à conservação ambiental. Área dedicada ao fly fishing a “Fly Shop” (simulação de loja real), oficinas de montagem e lançamento, atendendo um nicho em crescimento dentro do próprio evento.
Conservação e responsabilidade:
A presença de entidades como Guy Harvey Foundation, Coastal Conservation Association e Fish & Wildlife Service em eventos como o “Party for a Purpose” reforçando o compromisso com a sustentabilidade das águas e a preservação das espécies.
O ICAST Orlando movimentou:
Centenas de marcas e milhares de compradores internacionais;
Lançamentos disponíveis no segmento de pesca;
• Teste prático de equipamentos;
• Grandes acordos comerciais;
• Networking em eventos paralelos;
• Iniciativas ambientais e de conservação.
Para quem faz parte da indústria da pesca esportiva, seja no varejo, distribuidores, mídia ou tecnologia; o ICAST 2025 foi um ponto obrigatório para fechar grandes negócios, ver as tendências e conectar com líderes globais do setor.
UM DESAFIO AO BRASIL
No último ano os Estados Unidos movimentaram 60 bilhões de dólares no mercado náutico e de pesca, enquanto que o Brasil movimentou apenas 1 bilhão de dólar. Temos muito a alcançar no setor, haja vista, termos maior riqueza de rios e espécies.
Diversidade de Peixes no Brasil
Total de espécies:
Cerca de 5.200 a 5.500 espécies conhecidas (segundo dados da Sociedade Brasileira de Ictiologia e do FishBase).
Espécies de água doce:
Aproximadamente 3.000 a 3.200 espécies; o Brasil tem a maior diversidade de peixes de água doce do mundo, graças à Bacia Amazônica, Bacia do Tocantins-Araguaia, São Francisco, Paraná, entre outras.
Espécies marinhas (costeiras e oceânicas):
Em torno de 2.000 a 2.300 espécies, distribuídas ao longo dos mais de 8.500 km de costa atlântica.
Estados Unidos, diversidade de Peixes:
Total de espécies:
Cerca de 1.250 a 1.500 espécies conhecidas (dados da U.S. Fish and Wildlife Service e do FishBase).
Espécies de água doce:
Aproximadamente 800 espécies — destaque para os black bass, trutas, esturjões, carpas e bagres. As principais bacias são o Mississippi, Columbia, Colorado e os Grandes Lagos.
Espécies marinhas:
Cerca de 700 espécies, distribuídas entre os oceanos Atlântico e Pacífico (incluindo Havaí e Alasca).
O Brasil tem um grande potencial à explorar, desde que, com responsabilidade e preservação das espécies.