O Núcleo de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou a segunda fase da Operação Arayú, mirando uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A operação resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Umuarama, Guaíra e Londrina. A ação contou com o apoio do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) e do Canil do 5º Batalhão da Polícia Militar.
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros dos investigados, bem como a quebra do sigilo de dados e comunicações dos aparelhos eletrônicos apreendidos, medida considerada essencial para aprofundar as investigações e identificar outros integrantes da organização.
A origem da investigação
A investigação começou há exatamente um ano, em 3 de julho de 2025, quando uma equipe do BPRv interceptou um Fiat Mobi com placas clonadas transportando 160,8 quilos de maconha na rodovia PR-317, em Lobato. Dois adolescentes foram apreendidos conduzindo o veículo.
A partir daquele flagrante, o Gaeco descobriu uma complexa estrutura criminosa responsável pela logística, transporte e distribuição de grandes carregamentos de drogas, com atuação em diversas cidades e negociações interestaduais.
Facção criminosa na mira
Na primeira fase da Operação Arayú, realizada em agosto de 2025, um dos líderes da organização foi preso. A análise dos aparelhos eletrônicos apreendidos revelou que ele integrava uma facção criminosa e exercia papel estratégico no gerenciamento das atividades ilícitas, coordenando carregamentos de alto valor financeiro.
As novas diligências desta quinta-feira reforçam a suspeita de que o grupo mantinha uma estrutura organizada para abastecer o tráfico de drogas na região e ocultar os lucros obtidos por meio da lavagem de capitais.