Sexta, 30 de Outubro de 2026
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ESPECIAIS ECONOMIA REGIONAL

Frio intenso e ofensiva policial derrubam movimento nas cidades do Noroeste e ampliam prejuízos ao crime organizado

Queda nas temperaturas afasta turistas e pescadores, enquanto operações das forças de segurança fecham o cerco ao contrabando e ao tráfico de drogas na região.

26/06/2026 13h56 Atualizada há 4 meses atrás
Por: Lúcio Freire dos Santos
O intenso frio que atinge o Paraná tem provocado reflexos diretos na economia dos portos turísticos do Noroeste do Estado.
O intenso frio que atinge o Paraná tem provocado reflexos diretos na economia dos portos turísticos do Noroeste do Estado.

O intenso frio que atinge o Paraná tem provocado reflexos diretos na economia dos portos turísticos do Noroeste do Estado. Tradicionalmente movimentados por pescadores, turistas e visitantes, locais como Porto Camargo, Porto Rico, Porto São José e Porto Maringá registram uma queda significativa no fluxo de pessoas, afetando restaurantes, pousadas, marinas, mercados, lojas de pesca e demais empreendimentos que dependem do turismo.

Com as baixas temperaturas, muitas embarcações permanecem atracadas, viagens são canceladas e o movimento nas orlas diminui drasticamente. Comerciantes relatam redução nas vendas e esperam a chegada de temperaturas mais amenas para a retomada das atividades.

Ao mesmo tempo, outro fator tem alterado a dinâmica da região. A intensificação das operações das forças de segurança na faixa de fronteira e nos principais corredores logísticos do Noroeste tem provocado sucessivos golpes contra organizações criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e o contrabando.

Ações integradas das polícias e demais órgãos de fiscalização resultam, com frequência, na apreensão de grandes cargas de entorpecentes, cigarros contrabandeados, eletrônicos e mercadorias introduzidas ilegalmente no país. Além de retirar produtos ilícitos de circulação, essas operações representam prejuízos financeiros expressivos para as organizações criminosas, que acumulam perdas milionárias com apreensões de cargas, veículos, embarcações e prisões de integrantes.

Embora a retração econômica provocada pelo frio preocupe o setor turístico, o fortalecimento da fiscalização representa um avanço importante para a segurança pública e para o combate ao crime organizado. A expectativa do comércio local é de que, com a melhora das condições climáticas, o turismo volte a impulsionar a economia regional, em um ambiente cada vez mais seguro para moradores e visitantes.

A combinação entre inverno rigoroso e atuação intensa das forças de segurança marca um período de contrastes no Noroeste paranaense: enquanto o comércio sente os efeitos da baixa temporada, o crime organizado enfrenta uma das maiores pressões dos últimos anos, com prejuízos milionários decorrentes das constantes operações policiais.

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