Atenção, pescadores! Começa à zero hora deste domingo, 1º de novembro de 2026, o período de defeso da piracema, época em que a pesca de espécies nativas fica proibida para garantir a reprodução natural dos peixes e a preservação da vida aquática nos rios da região Noroeste do Paraná.
O alerta é da 3ª Companhia de Polícia Militar Ambiental, vinculada ao Batalhão de Polícia Militar Ambiental, que reforça as orientações sobre as regras estabelecidas pela legislação ambiental para a temporada 2026/2027. O período de proteção segue até 28 de fevereiro de 2027, abrangendo a bacia hidrográfica do Rio Paraná.
Durante esses quatro meses, a fiscalização será fundamental para combater a pesca irregular e proteger os estoques pesqueiros, especialmente em uma região onde o Rio Paraná e seus afluentes representam importantes patrimônios ambientais, econômicos e turísticos.
PESCA PROIBIDA NOS PRINCIPAIS RIOS DA REGIÃO
Conforme as orientações da Polícia Ambiental, fica proibida a pesca em qualquer modalidade — embarcada, desembarcada ou esportiva — nos rios Paraná e Paranapanema e em seus tributários com afluência direta aos reservatórios.
A restrição também abrange os rios Ivaí e Piquiri, seus afluentes e outros cursos d’água da região, como os rios Pirapó, Bandeirantes, Keller, Mourão, Ribeirão do Corvo e Tricolor, entre outros, além dos rios localizados na Estação Ecológica do Caiuá.
Outra determinação importante proíbe a captura, o transporte, a posse e o armazenamento de espécies nativas, inclusive aquelas destinadas à utilização ornamental.
ONDE A PESCA ESTÁ PERMITIDA?
A legislação prevê exceções para determinados ambientes e modalidades. Durante o defeso, a pesca poderá ocorrer exclusivamente em reservatórios e represamentos, nas modalidades embarcada ou desembarcada, utilizando linha de mão, vara, linha e anzol, caniço simples, molinete ou carretilha.
Entretanto, nesses locais, somente será permitida a captura de espécies não nativas (exóticas).
Para o pescador amador, a cota de captura e transporte é de até 5 quilos de pescado, mais um exemplar, respeitadas as demais exigências legais.
PESCADO DE OUTROS ESTADOS PRECISA DE COMPROVAÇÃO
A Polícia Ambiental também chama a atenção para a origem do pescado.
Produtos provenientes de locais com período de defeso diferenciado, de outros estados ou de outros países deverão estar acompanhados de documentação que comprove sua origem, emitida pelos órgãos competentes.
A ausência dessa comprovação poderá resultar na apreensão do pescado e dos petrechos de pesca.
Pescadores profissionais, colônias e associações de pescadores, frigoríficos, peixarias, entrepostos, supermercados, hotéis, restaurantes, bares e estabelecimentos similares também precisam ficar atentos.
Esses segmentos deverão procurar as Gerências Regionais ou unidades locais do Instituto Água e Terra (IAT), até o terceiro dia útil após o início do defeso, para declarar os estoques de peixes de águas continentais, nas condições in natura, resfriados ou congelados.
FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES
A Polícia Militar Ambiental alerta que o descumprimento das regras poderá resultar em penalidades administrativas e criminais, conforme a legislação vigente.
Entre as medidas previstas estão multas, apreensão de equipamentos e do pescado, além de prisão em flagrante, dependendo da infração constatada.
A corporação reforça que a participação da população é indispensável para o sucesso do período de defeso. Denúncias e informações sobre possíveis irregularidades contribuem diretamente para o trabalho de fiscalização e proteção dos recursos naturais.
PROTEÇÃO DOS PEIXES É RESPONSABILIDADE DE TODOS
Mais do que uma restrição temporária à atividade pesqueira, a piracema representa um período essencial para a continuidade da vida nos rios. É durante essa fase que diversas espécies realizam seus movimentos reprodutivos, fundamentais para a renovação dos estoques naturais.
No Noroeste do Paraná, onde a pesca esportiva, profissional e o turismo ligado ao Rio Paraná movimentam comunidades e atividades econômicas, respeitar o defeso significa também proteger o futuro da própria atividade pesqueira.
A orientação da Polícia Militar Ambiental é clara: conhecer e respeitar as regras é uma responsabilidade de todos.
Preservar os peixes hoje é garantir que os rios continuem vivos e que as próximas gerações também possam desfrutar da riqueza natural do Rio Paraná.
POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ – POLÍCIA MILITAR AMBIENTAL
PARQUE ECOLÓGICO Criação do Parque Estadual da Costa Rica avança na Alep e reforça proteção ambiental no Noroeste do Paraná
ESTADO DO PARANÁ Paranaense de Goioerê será a nova secretária de Educação do Paraná
ANUNCIO Moro anuncia Pricilla Santana como secretária da Fazenda do Paraná
MORTE Policiais militares tentam salvar bebê de dois meses, mas criança morre em Umuarama
POLÍTICA Moro cobra atenção ao Paraná e mobiliza direita em apoio a Flávio Bolsonaro
EVENTO ESPECIAL Moro reúne 230 prefeitos e quase 3 mil pessoas em evento pró-Flávio Bolsonaro em Curitiba Mín. 21° Máx. 29°
Mín. 21° Máx. 27°
ChuvaMín. 20° Máx. 30°
Chuva